Evelyn tem 19 anos e gosta de ser chamada de Evy. É carioca e adora o rio, embora more a anos e anos em um ovinho de codorna chamado Espírito Santo. Sendo assim já se considera capixaba.

Universitária, sonhava com psicologia. Faz arquitetura, e até gosta. Adora ler e ouvir histórias. Adora sentir o vento batendo no rosto. Adora abraçar, e ser abraçada. Adora 'programas de índio' com pessoas especiais. Adora rir até não conseguir parar.

É pensativa demais, e isso até atrapalha. Calcula cada passo e tropeça mesmo assim. Tímida, paciente e tranqüila; mas não tem sangue de barata. Chora a toa e odeia incomodar os outros.

Tem medo de cobras e bandidos. Tem medo de fazer algo errado, e assim sempre acaba fazendo. Tem medo de perder as pessoas, e as perde. Tem medo do medo.



The Libertines; Los Hermanos; Strokes; We Are Scientists; Depeche Mode; Babyshambles; Artic Monkeys; The Editors; Interpol; The Vines; The Verve; Yeah Yeah Yeahs; Bread; Feeder; Kaiser Chiefs; Franz Ferdinand; Belle and Sebastian; Damien Rice; Hot Hot Heat; The Jesus and Mary Chain; The Format; Saves the Day; The Killers; Weezer; Snow Patrol; The Elliot Project.
Cazuza; Legião Urbana; Nenhum de Nós; Engenheiros do Hawaii; Cássia Eller; Kid Abelha; Leoni; Marisa Monte; Ana Carolina; Zelia Duncan; Beatles..
Green Day; Blink 182; Rancid; New Found Glory; No Use For a Name; Nofx, Mxpx, Taking Back Sunday; The Offspring; Sum 41; Against All Autorithy; Cueio Limão; Fresno; Dance of Days; Fistt; Ramones; Sex Pistols.
Chico Buarque; Vinicius de Moraes; Tom Jobim; Osvaldo Montenegro; Sá e Guarabira; Caetano Veloso; João Gilberto.

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Passado

Saída de Emergência

Saco Quase Cheio

Rita Apoena

Perdidos na Solidão

Nome da Coisa

No Picadeiro

Lüddê

Que Tal?

Música sem Começo...

NeverLand

Giovanna Faustini

Objetivos


- passar no vestibular

- comprar uma flauta verde-limão

- aprender a dirigir

- comprar um patins

- voltar à capoeira

- ler "Dom Quixote" (Cervantes)

- ler "Os Sofrimentos do Jovem Werther" (Goethe)

- ler "A Paixão Segundo G.H" (C.Lispector)

- assistir "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"

- assistir "O Terminal"

- ir ao Rio de Janeiro

- visitar o Parque do Ibirapuera

- aula de contra-baixo

- aula de inglês

- curso de webdesign

- curso de fotografia

- curso de teatro

- começar a malhar

- compôr mais

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:: Quarta-feira, Agosto 13, 2008


voir le étoiles


e se de repente ela bater a sua porta, e você não abrir? ela correu contra o vento até sentir os pés dormentes, douleur physique.
senta, pede um café pra beber, um conhaque pra esquecer. e vai te esquecendo, e vai se esquecendo, e vai.
e vai subir no telhado às duas.
voir les étoiles.
fazer um pedido à três.
sentia frio, felt no fear.
shouted all night
.
acorda às cinco, bate em sua porta. e se você não estiver?

regado pela Evy às 8:22 PM
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:: Domingo, Abril 13, 2008




onde eu estamos? nem lembro por volta de que placa da estrada deixei de ser eu e virei nós. te confesso, não quero voltar pra descobrir.
me perdi várias vezes pelo caminho. nos perdemos. já não sei pra onde vamos, não temos mapa, nao enxergo as placas. as vezes a noite vem chegando, se eu segurar nas suas mãos vai ficar tudo bem, não importa. vamos cantar uma musica, quem sabe o tempo pare pra ouvir. isso, vamos fazer o tempo parar. olha, talvez chova. as flores na estrada vão até sorrir. nao quero pensar em mais nada, nao quero mais nada agora. oh merda. alcool.

regado pela Evy às 11:33 PM
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:: Domingo, Março 16, 2008




"Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar."

Caio F.

regado pela Evy às 10:59 AM
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:: Sábado, Janeiro 19, 2008


“Hoje eu comecei a entender o que o amor deve ser, se ele existir. Quando nos separamos cada um sente falta de uma metade de si mesmo. Ficamos incompletos como um livro em dois volumes sendo que o primeiro foi perdido. É assim que eu imagino que o amor deve ser: a incompletude na ausência.”

(Demi Moore, no filme Protegida por um Anjo de 2006)


regado pela Evy às 5:09 PM
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:: Quarta-feira, Novembro 28, 2007


Me apaixonando por Caio Fernando Abreu..


"Sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus.. como você me doía de vez enquando. eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você, e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você, sem dizer nada, só olhando e pensando: meu deus, mas como você me dói de vez em quando."

Caio F.

regado pela Evy às 9:06 PM
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:: Sexta-feira, Novembro 16, 2007


"Assisti algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos. Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada. Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena. Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que a morte causa em todos os que ficam.
A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo. Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é? Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem terdançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça."


Pedro Bial

regado pela Evy às 6:13 PM
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:: Domingo, Outubro 28, 2007


"Quando somos crianças, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo".


(fala de Kevin Arnold no seriado Anos Incríveis, de 1988)



regado pela Evy às 12:38 PM
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:: Quarta-feira, Outubro 10, 2007


Impossível não lembrar de você em tudo que eu leio, em tudo que eu ouço e vejo. Impossível não lembrar daquele dia e não querer você comigo em cada lugar, e conhecer novos lugares. Já não sei se sou eu por completo ou se há uma parte minha que falta o tempo inteiro quando você não está por perto. E é essa minha parte que me faz boba e séria, palhaça e criança. Porque não foi difícil perceber que você é o melhor de mim.. a síntese. Como se o cara que nos criou houvesse reunido tudo de bom que eu tenho, temperado com mil outras qualidades e feito você.
E às vezes penso que esquecer do mundo olhando os meus olhos no reflexo dos teus talvez seja narcisista, porque já não sei como é você sem a minha parte, e já não me lembro se ela antes de você existia, já não me lembro antes de você.
Porque ainda te vejo em cada olhar meu, e ainda sinto o teu cheiro quando fecho os olhos, e a cada gesto e movimento sinto como se fossem teus, e houvesse também aqui uma parte tua.
E já não sei se é certo, já não tento entender. Temo que tenha sido tudo tão rápido, e fica o medo de dizer.. Porque na verdade não sei me expressar.. não sei o quê, e nem que hora falar. Fica a certeza de que bons momentos são raros, e este é um deles do qual eu não quero acordar, embora saiba que nada é pra sempre. Fica na memória a lembrança meio surreal daqueles dias, enquanto não encontramos novas chances de multiplicá-los

regado pela Evy às 6:50 PM
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:: Sábado, Setembro 29, 2007


“Só é sincero aquilo que não se diz.
Só o silêncio é sincero. O silêncio de uma pessoa dormindo, por exemplo. Como é sincero alguém dormindo! Sincero como uma flor. Dormindo é que cada um se revela, por causa do silêncio, ou seja: é feito a imagem e semelhança de Deus.
E os que roncam?
Quem ronca no homem é o demônio. A luta se trava até dentro do sono, só cessa com a morte. Os mortos não roncam porque Deus sempre vence! O silêncio é a linguagem de Deus. É preciso escutar o silêncio, não como um surdo, mas como um cego! O silêncio das coisas tem sentido. Quem não entende isso não entende nada.
E a música?
A música é a expressão mais completa do que digo. Ou do que não digo, pois é preciso ouvir apenas o que não se diz. Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça. A música também é o silêncio. O ar não é silêncio? O vento não faz barulho? E que é o vento senão o ar? O som é o silêncio em movimento”


Trecho de "O Encontro Marcado", de Fernando Sabino. O livro mais fascinante que li nos últimos tempos... ficadica ;D

regado pela Evy às 5:17 PM
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:: Segunda-feira, Setembro 24, 2007


não conseguia dormir. imagens passavam por trás de meus olhos fechados, novamente contando-me aquilo que outrora pensei ser sonho, ilusão ou besteira qualquer. ainda ouvia em minha mente os acordes da canção que embalava a noite, e o tic-tac insistente do relógio, que antes me acalmara, agora disparava deveras meu peito. quanto tempo demora o tempo a passar?

regado pela Evy às 9:27 PM
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:: Quarta-feira, Setembro 05, 2007





Quebra essa redoma de vidro que te prende e vai viver o mundo. É tanta coisa pra você ver, ouvir, aprender e ensinar. Pára com esse medo de arriscar, e decide de uma vez correr atrás do que quer. Você é que tipo de mulher? Chegou a hora de parar com essa mania de se manter presa atrás da porta, da promessa, do medo ou da expectativa. Vai. Vai errar e volta pra contar. Vai compor músicas que talvez ninguém nunca ouça, vai escrever as cartas que ninguém vai ler, vai sonhar sem dormir. Deixa o seu amigo partir, e é bem isso que você deveria fazer. Vai conhecer um grego, russo ou espanhol.
Abre essa janela e deixa passar o vento, o sol. Deixa a sombra da cortina bailar no chão do quarto. Dance com ela. Dance sozinha!
Não faça perguntas, esqueça o "se". Invente histórias; acredite nelas. Converse com você mesma. Pára de tentar achar a felicidade e vai viver um dia diferente.
Vai ser diferente.
Vai ser você.

regado pela Evy às 2:38 PM
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:: Segunda-feira, Agosto 20, 2007


Eu já havia lido este texto há uns anos atrás, e me deparei com ele novamente pela internet essa semana. Vale a pena deixar aqui pra vocês lerem. Ele foi escrito por um jovem, autor desconhecido que prestou um concurso publico ou vestibular. Resta saber se toda a pureza e simplicidade conquistaram o corretor.



"Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi por-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uisque até sentir dormentes os meus lábios, Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol. Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?'.
Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência?
Talvez eles não saibam ainda colher sonhos..."

regado pela Evy às 8:53 PM
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:: Sexta-feira, Agosto 17, 2007





Ei, você... me abraça?

regado pela Evy às 2:38 PM
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:: Terça-feira, Julho 17, 2007




Um curinga é um pequeno bobo da corte; uma figura diferente de todas as outras. Não é nem de paus, nem de ouros, nem de copas e nem de espadas. Não é oito, nem nove, nem rei e nem valete. É um caso a parte; uma carta sem relação com as outras. Ele está no mesmo monte das outras cartas, mas aquele não é seu lugar. Por isso pode ser separado do monte sem que ninguém sinta falta dele.


(trecho de "O Dia do Curinga" de Jostein Gaarder, capítulo Nove de Espadas)




Você algum dia já se sentiu um curinga?
pois é assim mesmo que eu tenho me sentido.

regado pela Evy às 2:40 PM
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:: Sábado, Junho 23, 2007


"Eu estou sentindo uma clareza tão grande
Que me anula como uma pessoa atual e comum
É como um cálculo matemático, perfeito
Do qual no entanto não se precise.
Eu estou por assim dizer vendo claramente o vazio
E eu nem entendo aquilo que eu entendo
Pois estou infinitamente maior do que eu mesma
E eu não me alcanço.

Me diz, o que eu faço dessa lucidez?
Eu sei que ela pode se tornar o inferno humano
E isso já me aconteceu antes

Apagai, Senhor, minha flama, pois esta já não me serve para viver os dias
Ajudai-me a consistir de novo dos modos possíveis
Eu consisto.
Eu consisto.
Amém."


(Clarice Lispector)

regado pela Evy às 10:54 PM
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